Notas

Candidata a vereadora mais votada do PSOL em Contagem (MG), Vanderléia Reis ingressa na Resistência-PSOL

Vanderléia Reis, militante há 43 anos das causas sociais, em Contagem, município de Minas Gerais, decidiu recentemente ingressar na Resistência-PSOL. Além de já ter passado, em sua trajetória, pelo movimento estudantil, outros movimentos sociais, sindicatos e organizações políticas, Vanderléia é ex-vereadora, tendo sido a mais votada do PSOL em Contagem.

Em carta, ela apresenta os motivos de sua decisão: “Como militante partidária há décadas, eu não tenho dúvidas que a emancipação humana só se tornará concreta com a vitória do socialismo. Durante muito tempo, escutei que diante do avanço do capitalismo o socialismo seria na verdade uma grande utopia, nunca concordei! Ao ver hoje o aprofundamento das desigualdades e a subalternização cotidiana à qual estão expost@s negr@s, mulheres, LGBTQI+ e população periférica, que formam a nossa classe operária trabalhadora, eu não tenho dúvidas sobre a urgência deste debate e a importância da organização d@s trabalhadores. Nesse sentido, as ações e princípios d@s companheir@s da Resistência-PSOL criaram em mim um novo ânimo fundamentado na esquerda socialista”, explica.

Agora sou Resistência/PSOL

Passando para comunicar que agora faço parte da Resistência, corrente interna do PSOL que tem como objetivos principais “impulsionar e ser parte das lutas dos trabalhadores e demais setores explorados e oprimidos”.
Há alguns meses tenho acompanhado o trabalho e comprometimento d@s companheir@s da Resistência, que assim como eu acreditam na possibilidade da construção de uma sociedade mais igual e equânime. Descobri então que essa Organização aponta e vem construindo princípios que estão de acordo com as bandeiras e causas pelas quais tenho lutado ao longo dos últimos 43 anos quando iniciei minha militância no movimento estudantil e posteriormente nos movimentos sociais, sindicatos e organizações políticas.
Como militante partidária há décadas eu não tenho dúvidas que a emancipação humana só se tornará concreta com a vitória do socialismo. Durante muito tempo escutei que diante do avanço do capitalismo o socialismo seria na verdade uma grande utopia, nunca concordei! Ao ver hoje o aprofundamento das desigualdades e a subalternização cotidiana à qual estão expost@s negr@s, mulheres, LGBTQI+ e população periférica, que formam a nossa classe operária trabalhadora, eu não tenho dúvidas sobre a urgência deste debate e a importância da organização d@s trabalhadores. Nesse sentido as ações e princípios d@s companheir@s da Resistência-PSOL criaram em mim um novo ânimo fundamentado na esquerda socialista.
O Brasil hoje amarga uma crise como nunca visto em nossa história republicana democrática. O fascismo, travestido no autoritarismo, negacionismo, obscurantismo, violência e barbárie avança desmedidamente. As experiências dos governos dito “progressistas”, em aliança com a direita podre desse país, mesmo diante de uma pequena mobilidade e alguns avanços na área social, deixou ainda mais evidente o fosso existente e o antagonismo entre a burguesia e a classe trabalhadora. Essas alianças trouxeram em última análise a derrota dos movimentos sociais e d@s trabalhadores diante do avanço impiedoso do capitalismo, o que podemos observar recentemente nas reformas propostas pelo Estado, que visam garantir a ordem capitalista. Essa estratégia mantém o poder público permanentemente nas mãos de uma pequena parcela de privilegiados, enquanto a maior parte da população tem sua força de trabalho explorada.
Não podemos continuar apostando neste equívoco, acreditar que esse tipo de aliança vai garantir a plena igualdade de direitos e oportunidades para classe trabalhadora é um erro, uma vez que a direita burguesa, as classes privilegiadas, submetem o Estado aos seus interesses privados, conforme a lógica capitalista.
Diante do clima tóxico, construído nos períodos eleitorais que tem como único objetivo a manutenção dos setores da classe dominante no poder é preciso construirmos uma força política potente, que respeite as liberdades democráticas, mas que tenha como prioridade a classe trabalhadora, a periferia e tod@s que foram colocados na condição de subalternidade nesse país. O que vivemos no Brasil e no mundo é a tentativa de invisibilizar a existência da luta de classes. Elas historicamente sempre estiveram presentes, mas tentam nos fazer acreditar que não! Somos levad@s a crer que são as nossas “deficiências culturais”, a corrupção e o patrimonialismo os responsáveis pelas desigualdades, isso é uma grande mentira.
Meu desejo agora é poder somar forças junto à Resistência-PSOL e subverter essa lógica para: RESISTIR À OFENSIVA CAPITALISTA, REEXISTIR E CONSTRUIR O SOCIALISMO.

Vanderléia Reis de Assis

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