INTERNACIONAL Notas

Moção de repúdio à intervenção imperialista na Venezuela 

Nos dias 28, 29 e 30 de junho de 2019 realizou-se no estado de São Paulo a I Conferência Nacional Sindical da Resistência – PSOL, com delegados eleitos e convidados representando trabalhos sindicais de 12 estados e o Distrito Federal, de todas as regiões do Brasil.

Baseados na vocação e tradição internacionalistas de nossa organização, votamos a seguinte moção:

As organizações e personalidades anticapitalistas e socialistas da América Latina comprometidas com a conquista da soberania e liberdade dos nossos povos, condenamos energicamente a nova tentativa de derrubar o governo de Nicolas Maduro, eleito democraticamente nas urnas. Dessa vez pela via de um Golpe de Estado ou intervenção estrangeira, cinicamente coordenado pelo Governo dos EUA.
Uma intervenção imperialista, como em outras ocasiões, não vai defender a democracia, pelo contrário. Ela seria feita não somente contra o governo Maduro, mas sim para manter o domínio imperialista na região.

Somos testemunhas do início de uma ação coordenada desde a Casa Branca, através da convocação cínica de Mike Pence para instalação de uma presidência usurpadora e ilegítima que ninguém votou. A linha ditada por Pence, em nome de Trump, foi seguida na Venezuela com precisão.

Internacionalmente também a OLA e os países da região que apoiaram a “Declaração de Lima” se subordinaram imediatamente aos planos Imperialistas reconhecendo a ilegítima presidência de Juan Guaidó. Em primeiro lugar estão Bolsonaro, Macri, Pinera e Duque, com a pretensão de implementar um bloqueio contra a Venezuela, alinhados com a política militarista de Trump, e colaborando com uma suposta provocação que justifique a intervenção armada.

A partir de nossos distintos países, nos somamos às ações internacionalista, anti-imperialistas e unitárias que condenam essa tentativa de golpe de Estado na Venezuela.

Convocamos a realização de campanhas amplas internacionalista contra este novo capítulo da longa historia de intervenções estadunidenses em nosso continente. Reconhecemos a legitimidade do governo Maduro, o que não nos impede de fazer as críticas aos erros e vacilos do governo e do chavismo.

Sem dúvidas, e isso deve ser um princípio democrático básico, só o povo venezuelano livre, soberano e democrático, sem títeres de qualquer potência imperialista, é o dono de seu próprio futuro.

Não ao golpe de estado na Venezuela!

Fora imperialismo da América Latina!

Em defesa da soberania do povo venezuelano!

Observação: além de aprovadas pela Conferência Sindical da militância da Resistência – PSOL, essas moções são assinadas também pelos seguintes ativistas e dirigentes sindicais:

1. Vera Guassu – diretora Sindppd do RS;
2. Gallo – diretor do Sindicato dos Vidreiros de SP; (tinha mais 3 diretores lá);
3. João Zafalão – diretor da Apeosesp;
4. Richard – diretor da Apeosesp;
5. Rosa – diretor da Apeosesp;
6. Ronaldo – diretor da Apeosesp; (tinha mais gente da Apeoesp);
7. Walter – diretor do Sindicato dos Operários da Alimentação do Vale do Paraíba (SP);
8. Guirá – diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos – SP;
9. Camila Lisboa – diretora da Fenametro;
10. Natália Russo – diretora Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro;
11. Thalles Cohen – diretor do CEP – Petroleiros de Duque de Caxias;
12. Lobão – Coordenador do Sinasefe;
13. Nestor Bezerra – diretor Sindicato dos Operários da Construção Civil de Fortaleza-CE;
14. Corredor – diretor Sindicato dos Operários da Construção Civil de Fortaleza-CE;
15. Neto – Presidente do Sindicato dos Rodoviários do Ceará;
16. Aldo Lima – ex-diretor do Sindicato dos Rodoviários de Recife-PE;
17. Paulo Pasin – ex-presidente da Fenametro;
18. Artemis – Associação de professores – Ceará;
19. Altemir Coser – ex-diretor do CPRES e membro da direção da CSP Conlutas-RS;
20. Juliana Donato – ex-representante dos trabalhadores no Conselho de Administração – BB;
21. Angela – Sindicato dos Servidores da UFPA;
22. Rogério Marzolla – diretor Sindicato dos Servidores da UNB;
23. Ivanilda – diretora Sindicato dos Servidores da UFRRJ;
24. Gibran Jordão – da Executiva Nacional da CSP Conlutas;
25. Mauro Puerro – diretor do Sinpro Guarulhos;
26. Sirlene Maciel – da Executiva Nacional da CSP Conlutas e presidente eleita do Sintepes (SP);
27. Rachel – da Executiva Nacional do Andes-SN;
28. Gustavo Gomes – ex-Presidente da ADUFF;
29. Sonia Lúcio – ex-diretora do ANDES-SN;
30. Edgard – diretor do Sindicato dos professores de POÁ (SP);
31. Diogo – ex-diretor do Sepe-RJ;
32. Pedro – membro da Cipa da Petrobrás de Mauá (ABC-SP);
33. Jacozinho – ex-diretor da Fentect;
34. Antônio Donizete (Doni) – diretor do Sintufscar.
35. Joedson Silva – diretor do Sindmetro PE
36. Bernardo Weisntein – Advogado trabalhista de PE
37. Igor Dias – Stiueg – Sindicato dos trabalhadores urbanitarios do Estado de Goiás
38. Cacilda de Paula: Secretaria de Imprensa Sindicato dos Vidreiros do Estado de São Paulo;
39. Verivaldo Mota (Galo): Secretário de Organização Sindicato dos Vidreiros do Estado de São Paulo
40. Igor Baima – Presidente do SINDISCOSE – Sindicato dos Servidores em Conselhos e Ordens de Fiscalização Profissional do Estado de Sergipe
41. Severino Nascimento (Faustão) – diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Químico (CUT)
42. Almir Maciel – diretor do Sindicato dos Vidreiros do Estado de São Paulo
43. Jurandir Silva – diretor do Sindicato dos Vidreiros do Estado de São Paulo
44. José Luiz dos Santos – diretor do Sindicato dos Vidreiros do Estado de São Paulo
45. Joaquim Pereira – diretor do Sindicato dos Vidreiros do Estado de São Paulo (Vale do Paraíba).

Facebook Comments

Relacionados

Dez motivos para dizer não à reforma da Previdência de Bolsonaro

resistencia

Sobre a militância (1)

resistencia

Pela imediata libertação de Lula

resistencia